COLEÇÃO ACERVO BRASILEIRO

Volume 4,
Contos fora da moda

Contos fora da moda, de Artur Azevedo.

"O humor... O humor é o irmão da poesia."
Chico Anysio

Estes Contos fora da moda foram publicados pela Editora B. L. Garnier, no Rio, em 1894. Trata-se do décimo primeiro livro do maranhense Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855-1908), com duas dezenas de seus contos de comédia de costumes — próximos de seu teatro, o autor é mais visto como homem de teatro que como contista, ou como poeta. Os textos reunidos aqui pertencem aos últimos momento do século XIX, e assim ambientados entre os últimos dias do Império e os primeiros momentos da República.

Azevedo é um procursor no Brasil como humorista, de muita produção e desenvoltura: foi um autor teatral importante, e um literato de seu tempo. Pertenceu ao realismo, como escola, e foi um pré-modernista; foi poeta, e um homem do jornalismo, mas nós o enxergamos como um humorista e o classificamos principalmente desse modo.

Mas Azevedo parece menos apreciado, na atualidade, como o grande contista do Rio de sua época, e uma das metas que temos para o nosso acervo brasileiro é a de publicar a sua prosa completa. Este livro, por exemplo, cumpre com a bonita tentativa de escrever uma literatura que fosse "apenas para ler", que servisse "apenas para entreter ou divertir", sem as grandes preocupações de tipo psicológico ou de estética dos escritores de todos os tempos, daí serem contos fora da moda em termos intelectuais de um modo geral, embora o autor estivesse muito longe de ser um tolo, ou algum alienado. As obras de humor, é claro, devem ser estimadas entre as obras "sérias": os verdadeiros humoristas, não aqueles meninões insolentes e tolos que se limitam a dizer impropérios acreditando estarem fazendo graça, mas os de verdade, são muito conscientes de que a sua arte versa sobre as coisas mais profundas, sobre as feridas e traumas nacionais, sobre a sombra do ser humano e a necessidade de iluminá-la, até mesmo para rirmos dela. A mocinha Mafalda, "filha" do grande argentino Quino, disse certa fez que passamos a fazer piada quando as coisas vão mal. Gomez Bolaños, o mexicano, entendia que somente por meio do humor seria possível fazer surgir o espírito brilhante de um verdadeiro herói, como El Chapulín Colorado.

Azevedo publicou vinte livros, como você pode ver pela bibliografia, disponível em uma página da Academia Brasileira de Letras.

Áreas de interesse: humor, humorismo brasileiro, conto brasileiro, Rio de Janeiro, comédia de costumes.

  • Formato do arquivo: PDF.
  • Número de páginas: 119.
  • Tamanho para impressão: A4.
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